Jarbas critica Dilma por antecipar campanha e maquiar contas

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) voltou a criticar a presidente Dilma Rousseff (PT) por fazer campanha eleitoral antecipada. Em pronunciamento nesta quarta-feira (16), o peemedebista também criticou o atual governo por maquiar as contas públicas e por intervir em setores estratégicos para camuflar a inflação.

O parlamentar citou a presidente que, no dia anterior, teria dito que o importante, agora, para ela, é governar, e não tratar da eleição. No entanto, disse ele, a edição de hoje da Folha de S. Paulo afirma que a presidente ampliou seus deslocamentos nacionais no ano anterior às eleições: em 2011, ela fez 43 viagens; em 2012, 36; e em 2013, ano ainda em curso, 51. “É profundamente estranho que tudo isso ocorra sob as vistas da Justiça e do Ministério Público Eleitoral”, afirmou.

Jarbas citou também resposta da presidente à ex-senadora e ex-ministra Marina Silva, de que seu governo seria um retrocesso, sobretudo na área econômica, por ter abandonado o cambio flutuante e as metas de superávit fiscal e de combate à inflação.

A presidente negou qualquer abandono, disse o senador, mas reportagem publicada hoje pelo Correio Braziliense afirma que “a inflação disparou, o crescimento enfraqueceu, a dívida bruta atingiu níveis alarmantes, o custos de logísticas aumentaram e contas públicas foram maquiadas”.

“Nunca, na história do Brasil, um Governo Federal maquiou contas e enganou a população. Só quem faz isso no mundo é nosso vizinho, a Argentina. Maquiagem contábil... parece brincadeira, é coisa do PT”, afirmou o parlamentar, explicando que essas “manobras de contabilidade criativa” foram usadas para elevar receitas artificialmente e, assim, cumprir as metas previstas para o superávit primário.

O senador criticou ainda o que chamou de “bolsa-banqueiro”: a capitalização, em mais de R$ 400 bilhões, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), “criando um orçamento paralelo que fez a dívida bruta explodir”, e a intervenção em setores estratégicos da economia, ao segurar artificialmente o preço da gasolina e forçar um barateamento da conta de luz, para, nas palavras de Jarbas Vasconcelos, camuflar a inflação.

De acordo com o senador, a conta de luz, reduzida artificialmente, irá explodir futuramente no bolso dos consumidores. Esse intervencionismo custou caro, afirmou: “as ações da Petrobrás caíram mais de 30% este ano, período em que o valor de mercado da Eletrobrás foi reduzido em dois terços”.

Fonte: Blog Magno Martins